Concatena que
não há coerência:
"Minhas
palavras em meus olhos
somente encontram
fragmentos."
“Todos eles
com seus corpos novos,
experimentando.
E eu, que tudo
fiz,
buscar em que
minha pele possa encostar
e obter novos
sentidos?!”
A criança
fazendo um plié
– inventa uma
música sabe-se lá de onde.
O movimento
nada preciso, ela grita:
“Sou uma
bailarina!” e desequilibra.
Eu de
movimentos complexos
Quase murmuro:
“Sou uma
pedra.”
Se o
existencialismo não cansasse tanto,
haveria de
ser mais um passo – aventura de menina.
Um giro mal
dado, um tropeço
e altura
suficiente – é melhor ficar parado.
Até a
palavra, cala-se:
“Uma palavra
mal dita é
a falta de
sofisticação na escrita.”
Como exigir
coerência no que vejo?
Rearranjar-me
é complicado,
cada pancada
é caco que voa
para todos os
lados.
Nunca haverá
um resultado.

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