segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

COERENTEMENTE

Concatena que não há coerência:

"Minhas palavras em meus olhos
somente encontram fragmentos."

“Todos eles com seus corpos novos,
experimentando.
E eu, que tudo fiz,
buscar em que minha pele possa encostar
e obter novos sentidos?!”

A criança fazendo um plié
– inventa uma música sabe-se lá de onde.
O movimento nada preciso, ela grita:
“Sou uma bailarina!” e desequilibra.

Eu de movimentos complexos
Quase murmuro:
“Sou uma pedra.”

Se o existencialismo não cansasse tanto,
haveria de ser mais um passo – aventura de menina.
Um giro mal dado, um tropeço
e altura suficiente – é melhor ficar parado.
Até a palavra, cala-se:
“Uma palavra mal dita é
a falta de sofisticação na escrita.”

Como exigir coerência no que vejo?

Rearranjar-me é complicado,
cada pancada é caco que voa
para todos os lados.


Nunca haverá um resultado.

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