sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Círculos Passíveis de Instabilidade

Pippilotti Rist Remix from larsenjohn on Vimeo.



CÍRCULOS PASSIVEIS DE INSTABILIDADE

Uma taça

se microfoniza quando toca os dentes fortes

de uma égua.

“Qual vinho que nada”

Morde a borda – “de quem é a rigidez dos cacos de vidro?!”

Uma garrafa,

sozinha,

sobre a mesa não pressupõe movimento algum.

Julga serem suas mãos

a verdade do que realmente a embriaga

e a faz girar silenciosamente.

“Vidro na boca range diferente da cebola crua triturada entre os dentes.”

Come, e não encontra pesadelos só a vibração de uma tensão

controlada por sinapses um pouco falhas, “ultimamente”.

(Vide bula de remédio – quiçá mais calma depois.)

Cada, cada, cada, cada, cada,cada....cada dedo....não toca

senão uma taça agora sem uso – ou de usos perversos.

“Não tenho móveis,

Como assim não tenho móveis?!”

“Uma casa sem muitos armários não guarda nada.

não tenho mais as chaves...

e fui visitada por um policial

agora aqui...”

Uma garrafa vazia

pressupõe movimentos alternados, desalinhados e desatentos.

“Toco a porta de entrada mas não a vejo....”

Um único corredor possuía

agora não tão cheio de 90 graus de quinas perigosas

“Tá vendo essa cicatriz aqui oh?! Na testa táh foi um dia...criança.

Eu corri e pá nesse maldito corredor cheio de vincos de alvenaria!!!

Logo na testa....”

Agora não...tudo estava aveludado e macio

E seu corpo se debatia entre os cantos de sua casa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário