Ele vai cortar seu cabelos
com tesouras opostas ao contexto.
O tempo retrocedendo
aos movimentos de dedos humanos.
Fios curtos de cabelo
caindo lentamente ao seu entorno.
Mais lentos que o barulho da tesoura
que insiste em movimentos rápidos
como sons ritmados de metrô em trilho em túnel
Nada muito pessoal
mas nostálgicos e românticos,
carinhosos como o pente que raspa em sua nuca,
nunca verdadeiro; profissional.
Excitação da navalha percorrendo cantinhos,
perigosa e delicada : se deixasse seus cabelos crescerem talvez dispusesse de certos prazeres.
Instintos sempre vencem, opõem-se à memória; gasta.
E cabelos sempre crescem.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário