sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
ATRÁS DA PORTA
ATRÁS DA PORTA
As paredes internas foram caiadas.
Fora, não: estava tudo como anteriormente – meio cor de barro.
A sensação da amplitude gerada pelo branco.
Ao mesmo tempo o incômodo de tanta parede sem cor.
E para que queixar? Deveria agradecer a Deus pela moradia
e misericórdia em ter tudo limpo.
Mas não era verdade que um dia não estaria mais ali?!
Sim, e que tudo desmoronaria.
E qual era a veracidade de tantas paredes brancas
que não somente o desmerecimento de possuí-las...
E tantas queixas.
Tantos móveis, mas em nenhum deles cabia
tanta verdade.
E vá lá então menino,
deixe estar deitado na cama,
feche os olhos quando olhares para o teto, também claro,
há de vedes atrás de tuas pálpebras escuro, e quem sabe,
um pouco de cor.
Assinar:
Comentários (Atom)
